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Exames

FATOR MASCULINO

Porque realizar os exames para avaliação do sêmen em locais especializados?

Muitas vezes nos perguntamos: “Porque não posso realizar o exame em laboratórios de análises clínicas?”

A resposta está no fato da necessidade das clínicas de alguns parâmetros específicos os quais não são avaliados ou muitas vezes são expressos de forma diferente daquela necessária, para que o médico e o embriologista façam a avaliação do casal, para que possam oferecer as melhores técnicas e mais adequadas às necessidades de cada casal.

Assim sendo, a análise seminal com morfologia estrita de Krüger é necessária porque consiste em uma análise detalhada das características dos espermatozoides após coloração específica. Em muitos casos onde não se descobre uma causa de infertilidade no casal, a realização da morfologia estrita de Krüger possibilita o diagnóstico de um fator masculino oculto de infertilidade. Em alguns exames realizados fora de clínicas de reprodução observamos que com relação ao exame citomorfológico os valores de referências dados nos laudos não são adequados aos utilizados nas clínicas de Reprodução Humana.

Já a análise seminal macroscópica deve ser realizada em Câmara de Makler e não em câmara de Neubauer como geralmente é usada nos laboratórios de análises clínicas. Estudos publicados mostram que: “A contagem na câmara de Makler pode ser feita sem a necessidade de se esperar pela deposição dos espermatozoides no seu fundo. O fato de não necessitar de uma diluição para se estimar a concentração espermática pode ser considerada também como vantagem, pois altas diluições (como na câmara de Neubauer) são fontes consideráveis de erro. Dessa forma, a câmara de Makler pode ser utilizada na determinação da concentração espermática do sêmen (Tatson & Godinho, 2003)”.

Com relação ao Teste de Fragmentação de DNA espermático é um exame destinado a verificar a porcentagem de espermatozoides com DNA fragmentado. Com relação a esse exame não há muita variação nas técnicas de realização do mesmo. Quando se identifica um teste positivo (com elevada fragmentação), é possível oferecer tratamentos que viabilizam a redução desta desordem, aumentando o sucesso na busca e manutenção da gravidez e ainda indicar ao casal o tipo de tratamento mais adequado.

• Espermograma:

É a principal fonte de investigação de uma possível infertilidade masculina. Consiste na avaliação seminal, onde é possível detectar qualquer alteração na função produtora dos testículos, problemas com a morfologia dos espermatozoides e presença de leucócitos, que podem sugerir uma infecção seminal. Algumas situações podem alterar os parâmetros do espermograma,como por exemplo a vasectomia,

•Teste de fragmentação de DNA espermático:

Um novo aliado à Reprodução Assistida, o teste de fragmentação do DNA espermático é uma técnica recente que permite avaliar o nível de fragmentação do DNA dos espermatozoides. Recentes estudos confirmam que espermatozoides morfologicamente normais e móveis podem apresentar fragmentação em seu DNA. O alto índice de fragmentação na amostra está associado às falhas de implantação, ocasionando abortos e o insucesso da gestação. As causas para a fragmentação do DNA espermático pode ser resultado de vários fatores, como o cigarro, uso de drogas, dieta, poluição, febres, varicocele e idade avançada. O tratamento pode ser feito com as vitaminas C e E, que atuam como agentes antioxidantes. Os pacientes também podem ser submetidos à biopsia testicular, onde os espermatozoides encontram-se com baixo nível ou ausência de fragmentação. Também pode ser utilizada à técnica avançada PICSI (sigla inglesa para intracytoplasmic sperm injection),

•Teste de Endtz (Detecção de leucócitos):

É comum a presença de células redondas no sêmen, que podem representar leucócitos, células epiteliais, células prostáticas e células germinativas imaturas. O aumento do número de leucócitos pode representar uma infecção genital clínica ou subclínica, níveis elevados de radicais livres de oxigênio, níveis elevados de anticorpos anti-espermatozóides, e função espermática deficiente.Todas estas condições podem ocasionar infertilidade masculina.

Daí a importância da determinação do número de leucócitos no sêmen, que pode ser realizada por meio do teste da peroxidase. Este teste identifica e quantifica os neutrófilos polimorfonucleares, que representam a maioria dos leucócitos presentes no sêmen, de maneira precisa.

O teste baseia-se na detecção da peroxidase, enzima presente nos granulócitos polimorfonucleares (PMN), os quais se coram em marrom quando expostos ao teste (peroxidase-positivos). As células peroxidase-negativas (não-coradas) podem representar células germinativas imaturas (espermátides, espermatócitos e espermatogônias), linfócitos, macrófagos e monócitos. O tratamento pode ser feito com antibióticos.

FATOR FEMININO

• Muitos exames são necessários, detectando alterações mesmos. Justificando sim ou não tratamento específico.

• Histerossalpingografia:

Raio-x contrastado para avaliar a integridade das tubas uterinas e da cavidade uterina. É importante para detectar obstruções das tubas e possíveis alterações na cavidade do útero. O exame é realizado antes da ovulação (14º dia) e após o término da menstruação (6º ao 12º dia do ciclo menstrual).

• Teste pós coito (TPC):

Exame realizado para avaliar a presença de espermatozoides no orifício vaginal. O teste deve ser realizado na fase pré-ovulatória/ovulatória do ciclo menstrual. O casal é orientado a ter relação sexual entre os dias 11º e 15º do ciclo e então comparecer na clínica de 6 a 8 horas após a relação para realização do exame. (É um exame que podemos dispensar muitas vezes).

• Reserva ovariana:

Avalia a produção de óvulos a partir da estimulação hormonal. Quando a mulher atinge 35 anos de idade, os ovários tendem a diminuir a resposta aos estímulos hormonais, o que dificulta a fertilização de maneira natural, uma vez que a quantidade de óvulos é baixa. Para avaliar a reserva ovariana é realizada a dosagem dos hormônios FSH (hormônio folículo estimulante), LH (hormônio luteinizante), Estradiol e AMH (HORMÔNIO ANTI-MULLERIANO). No 21º dia do ciclo avaliam-se os níveis dos hormônios Estradiol e Progesterona.

• Videolaparoscopia:

Procedimento cirúrgico que consiste na introdução de um tubo óptico por meio de uma incisão feita na região abdominal a fim de detectar alterações no útero, ovários, tubas uterinas e outros órgãos. Com este exame, é possível enxergar detalhadamente o Aparelho Reprodutor Feminino.

• Videohisteroscopia:

Procedimento simples, que consiste na avaliação do interior do útero (endométrio) com uma microcâmera que possibilita diagnosticar alterações na cavidade uterina, por exemplo: miomas, pólipos, etc.

FATOR EMBRIONÁRIO

• PGD – Diagnóstico Genético Pré-Implantacional: Exame de alta complexidade onde é feito a biópsia de uma célula do embrião para análise da carga genética. É possível detectar anomalias genéticas e cromossômicas antes da transferência do embrião para o útero. Não compromete o desenvolvimento do embrião. Esse exame é indicado para pacientes com idade materna avançada, casais que tiveram abortos espontâneos e insucesso em ciclos de fertilização in vitro.