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Diagnósticos

DIAGNÓSTICO MASCULINO

Principais Aspectos da Anamnese – é importante o histórico do paciente de um modo geral, incluindo se existe períodos longos de infertilidade conjugal que podem estar associados a fator masculino grave.

– Paternidade pregressa
Embora a paternidade pregressa com a mesma ou outra parceira não seja uma garantia de fertilidade, há uma tendência a um melhor prognóstico nestes indivíduos.

– Anomalias congênitas
Na criptorquia, mesmo unilateral, encontra-se em cerca de 30% dos indivíduos uma redução na concentração de espermatozóides, sugerindo que possa existir um defeito bilateral mesmo que o outro testículo seja testículo tópico.

– Exposição a fatores de risco

Radiações, calor e pesticidas têm potencial para alterar a espermatogênese, via de regra de modo reversível. Certas drogas podem, também, influenciar o processo por via hormonal.

– Antecedentes de doença febril prolongada
A elevação da temperatura testicular pode influenciar na espermatogênese, produzindo vários tipos de alterações no sêmen que serão observadas apenas após cerca de 3 meses, uma vez que o período necessário para a transformação de uma espermatogônia em espermatozóide é de aproximadamente 75 dias.

– Início e normalidade da puberdade
Tanto a puberdade precoce (antes dos 9 anos de idade) quanto o retardo do desenvolvimento puberal podem resultar de alterações estruturais com potencial para modificar a fertilidade.

– Hábitos do paciente
O álcool em excesso produz alterações na espermatogênese que podem levar a redução na produção de espermatozóides. O fumo parece afetar no movimento flagelar do espermatozóide.

– Cirurgias pregressas
As cirurgias inguinais podem lesar os vasos testiculares e os ductos deferentes. Cirurgias no colo vesical podem produzir ejaculação retrógrada e se deve suspeitar sempre que o volume de sêmen for menor que 1 mL.

– Trauma testicular
Tanto o trauma quanto a torção do cordão espermático podem levar a atrofia dos testículos.

– História sexual
Após uma relação sexual normal, os espermatozóides podem permanecer viáveis nas criptas endocervicais por até dois dias. Assim, o intervalo de dois dias entre as relações sexuais permite exposição adequada à gravidez durante todo o ciclo menstrual.

– Outros fatores
Doenças sistêmicas podem interferir na fertilidade. Assim, o diabetes melito, a esclerose múltipla, a cirrose hepática e a insuficiência renal são afecções que podem estar associadas à infertilidade. Infecções respiratórias agudas de repetição podem sugerir defeito ciliar (síndrome de Kartagener). Anosmia ou defeitos na linha média da face sugerem a síndrome de Kallmann. Galactorréia, cefaléia e alteração do campo visual sugerem processo expansivo de hipófise com hiperprolactinemia.

DIAGNÓSTICO FEMININO

A ovulação é o processo no qual o óvulo, armazenado dentro dos ovários, é liberado mensalmente. Mulheres que ovulam normalmente apresentam menstruações regulares, muitas vezes precedidas de sintomas pré-mentruais (conhecidos como tensão pré-menstrual ou TPM). Por outro lado, aquelas que não ovulam adequadamente, apresentam menstruações irregulares, associadas, em alguns casos, ao aumento de pêlos e acne. Esta última situação é tipicamente encontrada em mulheres com a Síndrome dos Ovários Policísticos (falta de ovulação e ovários com múltiplos microcistos). Outras doenças também podem estar envolvidas, como tumores produtores de prolactina, hipotireoidismo, tumores produtores de androgênios e deficiências enzimáticas raras.

Além disso, a redução da quantidade e da qualidade dos óvulos também é uma causa importante de dificuldade de engravidar. Este processo está diretamente relacionado a idade, pois os óvulos, ao contrário dos espermatozóides, não se multiplicam e se esgotam. Nos dias atuais, quando a gravidez é cada vez mais postergada, este problema é extremamente importante.

Após a ovulação, o óvulo é captado pela tuba uterina. É na tuba que ocorre a fertilização, ou seja, o encontro do espermatozóide com o óvulo. O embrião é formado e transportado até o útero. Esta etapa depende do perfeito funcionamento das tubas, órgãos extremamente delicados. As alterações patológicas tubárias podem ser evidentes, como na obstrução bilateral, ou mais sutis, como nas aderências e nas distorções. Estas alterações são secundárias à processos inflamatórios/infecciosos ou à endometriose.

No útero, ocorrerá a implantação do embrião. Os problemas mais comuns que podem afetar esta etapa são a presença de miomas, pólipos, malformações uterinas e aderências (ou sinéquias uterinas), que são causas mais comuns de infertilidade.

Por fim, a endometriose é uma doença cada vez mais relevante, pois sua frequência vem aumentando nas últimas décadas. É caracterizada pela presença de endométrio fora do útero. O endométrio é o revestimento interno do útero e local onde ocorre a implantação do embrião. Quando não há gravidez, o endométrio descama-se, ocorrendo a menstruação. O problema ocorre quando o endométrio se desenvolve em outros locais. Os órgãos onde mais encontramos estes implantes são os ovários, as tubas e o peritônio (revestimento interno do abdome), mas também podem atingir o intestino, o ureter e a bexiga. Os dois sintomas principais da endometriose são dor e infertilidade. A dor geralmente ocorre na menstruação e/ou na relação sexual.